Como uma analista de dados acabou criando músicas de manifestação?
Sinceramente? Eu vivo essa pergunta.
Tudo começou porque eu sempre quis entender por que as coisas funcionam. Não "acreditar", entender.
Com 10 anos eu já escrevia poemas e músicas. As primeiras, hilariamente, foram em cima das melodias do Zelda Ocarina of Time (me dá um desconto, eu era criança 😅). Mas eu já sentia que palavra mais melodia faziam alguma coisa acontecer dentro de mim que só palavra, sozinha, não fazia.
Anos depois, ganhei de presente uma bonequinha de madeira com um buraco no meio. Comecei a escrever meus sonhos e guardar ali dentro. Ela virou meu lugar mais seguro pra guardar sonhos que eu ainda tinha vergonha de dizer em voz alta.
Fui escrevendo, ano após ano. E, aos poucos, percebi uma coisa estranha: os sonhos que eu escrevia ali dentro, um por um, iam se realizando. Foi só depois disso que eu fui atrás de entender por quê, o que me levou, bem mais tarde, à neurociência do comportamento.
Mais ou menos na mesma época da boneca, uma colega, com dó de mim copiando e colando linha por linha numa planilha de mil linhas, me ensinou o duplo clique. E eu me apaixonei. Não pelo Excel em si, pela sensação de existe uma lógica por trás disso, e eu quero entender essa lógica.
Aí virou padrão. Toda vez que alguma coisa me tocava, eu ia atrás do porquê.
Por que uma palavra repetida muda o jeito que eu penso? Fui estudar PNL.
Por que eu me identifiquei tanto com o arquétipo da sereia? Fui estudar arquétipos de verdade, não o Instagram deles.
Por que isso batia tanto com DISC, que eu já usava no trabalho? Fui juntar os dois.
Por que minha filha dormia melhor com certas frequências? Fui estudar Solfeggio, musicoterapia, tudo.
Eu não estava tentando construir um projeto. Eu só não conseguia parar de perguntar por quê.
O Universalis Manifesto não é o destino dessa história. É a consequência dela, o lugar onde música, comportamento humano e intenção, que eu vinha estudando separadamente a vida inteira, finalmente se encontraram num único formato.
Hoje eu continuo fazendo exatamente a mesma coisa que fazia aos 10 anos: tentando entender por que algumas palavras, algumas melodias e algumas experiências conseguem mudar a forma como a gente vive.
O Universalis Manifesto é só o nome que essa busca ganhou.